26 fevereiro, 2011

Amor, amor e amor

Quero falar bem baixo, bem peculiar.
Falar da vida, do melhor.
O melhor de todas as coisas,
falar com  vozes, olhos, ações...
O precioso bem e o melhor de alguém:
amor, amor e amor.


Amor que nasci, amor que recebi,
amor que conquistei, amor que terei,
amor pela vida...


Quero ouvir baixo, bem peculiar.
Ouvir da vida, do melhor.
As coisas de todos o melhor,
ouvir as vozes, olhos, ações...
O precioso alguém, o melhor bem:
amor, amor e amor.


Nasci do amor, amor que me deram,
amor que me conquistaram, amor que dei,
amor que amo.

25 fevereiro, 2011

Sou uma pessoa extremamente organizada em relação contas, pagamentos. Odeio pagar taxa extra, seja lá do que for e por menor que seja. No mês de janeiro, por exemplo, não recebi a fatura da Sanepar - Saneamento Básico. Liguei para o número deles, me orientaram a entrar no site e tirar a segunda via. Foi o que fiz. Para minha surpresa no mês de fevereiro recebi a fatura com uma taxa de serviços de R$ 1,39 (um real e trinta e nove centavos). Ora o valor é baixo, quase nada. O que eles fizeram para cobrar isso, que serviço é esse? Liguei novamente para saber e a atendente me informou que essa taxa é repassada ao banco. Pergunto novamente, que trabalho ou gasto o banco teve, se fui eu quem entrou na internet e imprimiu a segunda via?! 
Claro que terei que pagar. Não tenho voz ativa, "não há direitos sobre taxas de serviços não prestados". Mas fica aqui registrado minha indignação, não pelo valor em si, mas pela falta de respeito. 
De um em um, somam-se alguns...

24 fevereiro, 2011

Amor longe




Sei que amo a lembrança; o sentimento, a saudade, a imaginação... 
Até sofro em pensar que outra ocupa meu lugar. Lugar que nem sei se tenho: o seu coração.
Palavras são como folhas ao vento, não fixam, não se prendem, escapam...
Acordo sem perspectiva, rotina... Não tenho para onde voltar.
Meu amor dorme em outro lugar...
Não alcanço segurança; temo o tempo, à distância. 
Temo o temor de não me fazer presente... 
Sofro em não ter você. 
Sei que existem meios, formas de falar, ver...
Mas todas não me levam onde você está.
 Quem faz o amor crescer, permanecer?
Só você! 
O amor longe existe?
Sim! Amor é um sentimento e cabe em qualquer
distância. Cabe aonde e onde você deixar
existir.
Foto divulgação internet

22 fevereiro, 2011

Cadê meu herói?

Subitamente subi na cadeira,
Olhar fixo no vazio à minha frente
Medo! Talvez! Não sei...
Perdi-me na trama.
Criei muitos dramas.
Gritei em vão.
Ninguém me ouviu.
O bicho ali,
A poucos metros de mim.
Novamente as ideias:
E como atriz,
A espera de um herói,
Que lutasse por mim.
Oh! Céus!
Cadê você que não vem?
Socorro! Alguém me tire daqui!
Esse besouro (parece um dragão).
Quer me comer!
Alguém me salve!
Minha imaginação já o fez maior,
Agora é um vampiro.
Não! É um leão!
Alguém me tira daqui!
Pulo da cadeira (para mim uma ponte),
caio junto com a cascata (chuveiro),
mergulho apavorada, um jacaré
me olha com fome.
Socorrooooo!
Tira-me daqui!


* Meu marido me dando uma bronca:
– Saia logo do chuveiro! O besouro já foi. E você ai gastando água.
* Eu: 
– Estraga prazer, sem imaginação!

Ser...

Se eu for o necessário do que tenho que ser
Serei para você necessário em ser
O fato de eu ser
Me leva ser mais para você
Um ser com outro ser e 
Seremos dois seres na serena arte de ser
Seremos como todos os seres
vivendo por sermos
seres...

Será que conseguiremos?
Ser melhores que os Ets?

Cato os cacos
Troco o troco
Rolo em rolo
Viro o vidro
Cara a cara
Mostro o monstro
Fujo da fuga
Corto as cartas
Caso na casa
Rio no rio
Vozes vazias
Fere a ferida
Pés pesados
Armo a alma
Crio a cria
Choro na chuva
Olho nos olhos
Gosto do gosto
Amo o amor.



Fábio disse...

Cato os cacos caídos
Troco o troco sem tretas
Rolo em rolo rolando
Viro o vidro em vitrine
Cara a cara calado
Mostro o monstro malvado
Fujo da fuga ficando
Corto as cartas colando
Caso na casa calçado
Rio no rio rimando
Vozes vazias velando
Fere a ferida ficando
Pés pesados pisando
Armo a alma amando
Crio a cria crescendo
Choro na chuva chegando
Olho nos olhos ouvindo
Gosto do gosto guloso
Amo o amor amado.

Muito divertido! não resisti.

19 fevereiro, 2011

De filha para mãe.

Entre todas as dúvidas e tantas certezas.
Entre algumas brigas, choros e lamentos.
Entre todos os risos e tantas histórias.
Essa é mais uma das minhas cartas pra tentar, inutilmente, demonstrar exatamente o que sinto. Sei que é impossível descrever com essas meras palavras as minhas eternas lembranças de momentos que marcaram. E é improvável dizer meus sentimentos com fidelidade, afinal, nem todas as palavras mais belas do dicionário me ajudaram a sintetizar o que sinto por você. Mesmo porque isso é impossível.
Nos meus surtos de alegria, imprecisão, medo, satisfação e tudo mais que posso sentir e expressar, eu consigo ver que: o fundo de quem sou e do que me tornei dependem de quem me instruiu... Dos meus mestres. Aqueles que tiveram a paciência e um sentimento além do amor, de me explicarem sobre a vida. De me dar a vida.
Sim, me refiro a você e o homem do qual eu roubei um pouquinho de atenção quando nasci. Creio que sem você e meu pai nada faria tanto sentido como faz agora. E que fará muita diferença daqui um tempo. Afinal, é com base nas instruções de vocês que formulei meu conceito de vida, de sentimento, de argumento, de justiça e virtude. Agradeço muito por isso.
Apesar de ser impossível alguém ser perfeito, vocês me incentivaram a ser e dar sempre o melhor de mim, e ver sempre o lado positivo da vida. Afinal, o que seria da vida sem uma perspectiva luminosa de sonhos e confiança?
Enfim, entre tantas emoções que se expuseram a flor da pele nessa nossa jornada de vida, algumas foram mais marcantes e nos deram algumas lições. E creio que aprendemos um pouco com elas. Desde o primeiro chute na barriga; o dia que nasci; que disse as primeiras palavras; que andei; meu primeiro dia na escola; meus machucados por desventuras; um acidente que marcou; festinhas de aniversário; brigas tolas com o irmão; as dores de barriga, de dente, de cabeça, de ouvido, de "ólho"; ou o choro por pura manha; as noites em claro por preocupações; os sim's e os não's; um chamego aqui ou ali; as minhas descobertas em busca do amor; da amizade...
De tudo o que foi e o que passamos, ficaram lindas lembranças para sermos exatamente o que nós somos hoje. Só acho que exista um problema resistente e sólido. E, diga-se de passagem, muito presente. Tenho medo que por você sempre querer o melhor pra mim, para o meu irmão, e até pro meu pai, você deixe de viver, de acreditar e de aproveitar mais. De simplesmente sentir um pouco mais a vida. De se deixar levar, de curtir mais. De ver que a vida é passageira e que de repente o tempo passou e deixamos de nos conhecer melhor porque o trabalho era importante ou alguém estava muito cansado. Cansado justamente porque o trabalho lhe roubou as forças para curtir a família que construiu exemplarmente, com intuito de não lhes deixar faltar nada, a não ser você. Às vezes, acredito que, a presença e o conforto sentimental sejam milhares de vezes mais importantes que qualquer bem material. Mas sei também que você o faz pensando no melhor para nós. Para não nos faltar nada. Agradeço por isso também.
Eu a amo do jeito que é, não peço pra mudar, e sim pra viver.
Enfim, isso não é uma carta sermão, e sim uma carta parabenizadora por ser mãe.

Entre as palavras como 'mofolo' que ficam, espero que nunca esqueça do meu enorme sentimento por você: o amor.

Você se lembra, que depois do acidente, ia ter uma apresentação de dia das mães no colégio? Eu tinha ensaiado tanto pra participar, pra te homenagear... Teria sido frustrante não conseguir fazer aquela tentativa de expressar meu orgulho e minha paixão por você.
Todos os meus desenhos tortos; minhas cartas sem sentido; meus carinhos descoordenados; meus abraços sem motivos; meu olhar atento aos gestos; minhas tentativas de chamar sua atenção voltada pra mim, com medo de você me esquecer ou de colocar alguém no meu lugar... Hoje sei que tenho um lugar especial aí e que ninguém conseguirá mudar isso, nesse seu coraçãozinho às vezes meio fechado, mesmo quando diz que fui achada no lixo, ou que me deixaram na frente de casa. Sei que, com orgulho, serei eu a sua eterna "feia mais linda", como você mesmo brinca.
Agradeço especialmente por VOCÊ ser minha mãe, e por ser minha eterna louquinha preocupada.


E mesmo quando ocorrer as nossas tolas brigas, não esqueça que meu sentimento de amor será maior do que qualquer desavença.


Eu te amo!

[carta escrita por mim, sua filha linda, maravilhosa e gata: Marina Antunes Polak, em 11 de maio de 08]


15 fevereiro, 2011

Marieta Quase Severo

        Quando você veio era a maior novidade, a maior conquista. Seu trabalho era árduo, de segunda a sábado. Descanso somente aos domingos. E olha que era trabalho pesado, de manhã até a noite, com certeza trabalhava mais de 8 horas.  
            No início seu nhoc nhoc era suportável. Depois ficou mais nnhocc nnhocc. Mais um pouco caminhava enquanto trabalhava. Vez ou outra dava um banho na cozinha, lavanderia. Claro que eu lhe chamava a atenção, mas sempre com o maior respeito, afinal você nos servia. 
            Várias vezes chamamos o "doutor", mas como tudo nesta vida, um dia acaba! Olho para você, quase um caco: remendada, pálida, com lapso de memória. Mas ainda assim lutou até o fim. 
            Hoje, nós nos despedimos de você, que não era assim uma Brastemp, mas ajudou e muito! Adeus, Marieta Quase Severo*. Obrigada por tudo!