27 dezembro, 2010

Ano novo de novo

Se estamos vivos 
é ano novo de novo e de velhos, 
passamos ser novos, 
pelo menos na esperança... 
Claro que trazemos algumas mágoas, 
ou deixamos de valorizar alguém. 
Vale dizer a importância de acreditar, 
a importância de se fazer novo e
 de novo  se encher de provisões 
de beleza, beleza de alma.
Comidas, presentes, 
fogos e fogo,
tudo isso acaba e o que fica? 
Aquele ínfimo querendo 
se perpetuar, querendo ser 
necessário
e de novo recomeçar... 
Ah, vamos juntos buscar o que 
perdemos no ano ou o que não fizemos, 
amar, perdoar...
E se fizemos, vamos renovar,
multiplicar?
Nada melhor do que
acreditar em pessoas
velhas, novas,
num ano novo,
de novo!



Foto: Marina Antunes Polak.


18 dezembro, 2010

Educação (?!)

Estive em São Paulo, numa viagem rápida. Sempre que posso dou uma fugidinha, porque simplesmente amo esta city, fico surpresa com a "surpresa" das pessoas por eu gostar tanto, tipo: nosso você é louca, você não tem medo da violência, de assalto, do trânsito? Não "gentem", não tenho medo... Mesmo porque Curitiba não fica muito atrás, a única diferença que vejo são as muitas faces... Com o resto não me assusto. Claro que poderia ser melhor, tanto aqui como em qualquer outra cidade grande existem muitos descasos, muito por fazer... Estou aproveitando a deixa para falar como brasileira, sobre a importância que todos nós temos em "cuidar" um pouco mais do que é nosso, independente de onde estamos: norte, sul... Somos uma mistura maravilhosa, nem por isso ou aquilo melhores, o que acho importante em qualquer parte é a hospitalidade, que no grego quer dizer "receber bem o estranho" - isso faz com que possamos nos sentir bem-vindos ou amparados. Sei que em alguns momentos isso é algo difícil, mas cabe a cada um fazer o melhor pelo próximo. Seja onde for temos nossas diferenças, nossos costumes, mas isso não pode nos impedir de sermos pessoas melhores. Falo isso porque tive um contra tempo com um comerciante em São Paulo. Na hora tive que "engolir um sapo" e manter a altivez que me é peculiar (não gostou me gabando, longe disso), só acho que um não vale por muitos a quem amo, respeito. O que faz uma cidade, um estado, uma nação, somos nós... Às vezes penso que ainda deveríamos ter aula/matéria de "educação moral e cívica" - independente de estarmos na escola, deveria existir uma lei, uma aplicação de direitos e deveres de cada um. Claro que sabemos que "o meu direito acaba quando começa o do outro", mas na prática, no dia a dia, isso parece meio esquecido, meio distante. E os lixos que jogamos nas ruas? O desperdício dos bens naturais? O respeito, o caráter? Onde estão? Estão escondidos dentro de cada um! Acredito muito que todos nós temos a beleza do querer bem, do amor... Vamos fazer melhor? Se eu fizer e você fizer, logo seremos muitos.

16 dezembro, 2010

O sorriso e as meias...

Há alguns anos atrás, quase todos os dias quando eu abria o portão para ir para o trabalho via um garotinho que passava todo sorridente, eu correspondia sem palavras, apenas com sorriso. Um dia muito frio observei que ele estava de tênis sem meias, uma calça meio curta e uma blusa fina, perguntei a ele se eu poderia lhe dar algumas roupas dos meus filhos, ele todo feliz respondeu que precisava somente das meias, mas o irmão mais velho, precisava das roupas, porque automaticamente as roupas do irmão mais velho passaria pra ele. Combinei que no dia seguinte eu lhe daria. Juntei todas as meias que pude, de todos os tamanhos e cores e, dito e feito, com um Deus lhe pague, ele se foi com as meias e as roupas. De vez em quando eu o via passar, mas com o passar do tempo não o vi mais, até que um belo dia toca a campainha e fui atender, era um rapaz alto, mas "aquele sorriso" era o mesmo... Mais uma vez ele me agradeceu com um cesto de verduras e flores que me fez chorar; me contou o quanto as meias duraram e que nunca esqueceu o meu gesto e, eu nunca esqueci aquele sorriso.

"Às vezes um gesto tão simples faz toda diferença na vida de alguém."

O tempo...

Foto: Marina Antunes Polak.




Ando meio sem tempo,
 tanto que chego
a perder tempo.
Saio e volto pra terminar
o que ontem não deu
tempo...
 Me faço, refaço,
mas confesso
ando meio sem tempo
pra justificar o que sei
que não posso fazer
que é parar o tempo.
Onde começa, quanto
tempo? Como vai o
tempo? Não se sabe...
Já são altas horas e
ainda falta tempo...
Adormeci, perdi
tempo, não te vi
acordar em tempo.
Me apresso, sem
tempo pra te abraçar
e dizer que você tem
todo o meu tempo, mas
só quando eu tiver tempo!




* Que triste!!

10 dezembro, 2010

Não pude ser...

Não me culpe pelo que não pude ser. Não fui eu, nem você, talvez um momento incerto, uma porta entreaberta sem a força do vento... Sonhei, busquei, só não alcancei. Não foi minha intenção, não tive demonstração de realidade, de cumplicidade... Nunca, em momento algum vou te culpar, porque de uma certa forma você alcançou meu coração, e sempre será, só não posso esperar... Mas não vou falar do que não fomos ou o que poderíamos ser, vou falar do que desejo a você: uma história real de amor, de todas as formas de ser feliz  com a certeza de que um dia você possa chegar no lugar certo e olhar para trás e saber que o caminho foi chamado de vida, na mais verdadeira satisfação do coração, da mente... Você é um ser especial, embora você tenha se mostrado bem pouco, mas vi em seu olhar um profundo desejo nas coisas que ainda não fez e, torço pra que faça! Faça valer sua carreira, seus sonhos... Todas as minhas faltas, espero que as perdoe, porque de você só vou lembrar as coisas boas, principalmente seu abraço!

"Nem sempre o sentimento condiz com os atos, nem sempre o coração concorda com olhos."

Estar...

Sem você o tempo custa a passar,
não acho graça nas manhãs
porque  sei que o dia vai demorar.
Sem você não posso me achar.
 Até nossa música fica triste pra escutar...
Até quando esperar? 
Chega a noite e você não está,
vejo as estrelas sem o luar...
Choro, me escondo do mundo,
sem você não posso ficar!
Troco tudo para estar com você,
dou desculpas esfarrapadas
só pra te falar.
Venha me abraçar,
Vamos juntos comemorar
o encanto que é
estar...

08 dezembro, 2010

Às vezes acontecem coisas, falamos, fazemos... Que até parecem piadas e, na verdade, são:

Outro dia o marido da Ana Paula chegou com xícaras para nos presentear. A Ana toda feliz me diz:
- Olha Dri que lindas, tem azul e marrom, que cor você quer eu quero azul? E você?
(!!!!!!!!!!)
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Outro dia numa discussão séria eu disse pra outra pessoa que ela não tinha crepúsculo! (Minha intenção era escrúpulo). Foi bom, acabou a discussão.
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Eu, meus irmãos Andrei (meu gêmeo) e Daniel, um ano mais novo que nós, estudávamos na mesma escola, houve uma semana de missionários dando palestras, missas, enfim diversas atividades, as quais participamos ativamente. Logo que esta semana acabou a diretora nos chamou, os três irmãos, nos fez várias perguntas e no final perguntou o nome do pai? O Daniel imediatamente respondeu com o sinal da cruz em nome do Pai, Filho... (Era o nome do nosso pai)!
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Eu e a Ana Paula temos um salão de beleza, numa rua próxima de várias funerárias, central de luto, etc. Outro dia fomos para o centro da cidade e em frente ao ponto de ônibus havia uma construção enorme. Perguntei a ela: O que será?
Ela me responde:
- O purgatório!
- Ah! O que?
- Onde os mortos são cremados, sua boba!
(!!!!!)
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Eu, meu marido e filhos fomos a um jantar de formatura de uma amiga nossa. Na chegada do restaurante meu marido perguntou se poderíamos parar o carro no estacionamento. O rapaz respondeu: "só família!", e eu prontamente disse somos uma família, pai, mãe, filho e filha. Na confusão de vários carros entrando, entramos também. Muito depois que eu entendi que era para a família da formanda.

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07 dezembro, 2010

Balanço

Normalmente todo final de ano faço um balanço de perdas e ganhos. Fico surpresa com os altos e baixos, mas nunca deixo de grifar em meu coração as maiores vitórias e, são essas que alavanca meu ser em me tornar cada vez melhor, claro que perfeição jamais serei/terei, nem quero. Gosto de nos meus erros reconhecer que nada sou, nada tenho a não ser minha preciosa vida e a vidas dos meus, que com certeza serão breves, mas não penso nisso e sim vivo como um eterno crer que posso, podemos ser melhores em todas as áreas de nossas vidas. Não quero e não vou falar das minhas dores, de nada vai adiantar o lamento, as lágrimas não são necessárias neste momento. O que conta são as conquistas do meu coração. Redescobri novas pessoas, vi crianças nascendo e novos pais recomeçando, paixões se tornando amores, meus irmãos pedindo perdão, ganhei novos amigos, reconquistei amigos antigos... Ainda sou a mesma, só um pouco menos exigente, um pouco mais presente, é certo que mudei alguns conceitos, mas não mudei meus valores, minha crença e muito mais quero conquistar, entre tudo está o melhor lugar: o coração de Deus.
Em um ano muitas mudanças, pelo simples percurso natural da vida, minha feição por exemplo (às vezes tenho raiva do espelho), como se ele tivesse culpa, mas realmente mudei fisicamente falando, mas isso importa muito menos na minha relação de prioridades emocionais. Tenho uma luta diária comigo mesma em seguir minhas metas, o que fiz com êxito pelo menos este ano, claro que foi uma guerra interior permanente porque eu não sou uma ilha e, à medida que compartilho entro em conflito de ideias, opiniões... Mas isso realmente não vem ao caso o que realmente  importa é poder dizer que aprendi o valor de ter privilégios singulares em pessoas que me deram amor sem ao menos eu merecer. Peço perdão pela minha falta de visão nos momentos que muitos precisaram de uma palavra, de um abraço e estive ausente. Não vou fazer promessas, nem ao menos pedir, vou simplesmente agradecer pela minha maior conquista: sobreviver, obrigada meu Deus, porque jamais eu poderia sem sua permissão!
No balanço geral, entre somas, divisões, multiplicações... Dei  mais sentido para minha vida,  mais ganhei do que perdi, mesmo com uma perda que levou um pedaço de mim, aprendi o valor de somar amizades e dividir tristezas, isso me fez acreditar que posso prosseguir...