Hoje, 6 de maio de 2011.
Quanto vale lutar, acreditar e vencer?
Eu e meu marido, com um casal de filhos, vivíamos uma vida confortável, até que resolvemos investir nossas economias num negócio próprio, no qual não deu certo, estávamos em uma situação financeira difícil, com contas atrasadas. Meu marido questionava onde estava Deus, o que faríamos?
Minha filha mais nova via em nós a tristeza, meu marido não conseguia nenhuma colocação, e continuava os atrasos de nossas obrigações: colégio, telefone, água, luz... Foi quando nossa filha nos falou:
– Sabe que Jesus vive apertando a campainha de casa e vocês não deixam Ele entrar? Achamos engraçado e ficou nisso. Até que um dia, de manhã, com uma chuva fria do mês de maio, pedi para o meu filho de 10 anos tomar banho e em seguida minha filha, de 8 anos, ela disse que iria assim que terminasse o desenho que ela estava vendo. Dito e feito, foi para o banho. Isso era mais ou menos 10:00 horas da manhã.
Uma amiga me ligou dizendo que havia sonhando que nós passaríamos um grande transtorno, mas que Deus nos daria um grande presente. Na minha ignorância logo imaginei que seria um bem material.
Minha filha que continuava no banho e como estava demorando, fui até a porta do banheiro, chamei e nada. Insisti e acabei entrando, vi a janela fechada, dei uma bronca e passei a mão no box que estava tomado pelo vapor. Gelei, não a vi em pé. Abri o box e ela estava caída no chão com a água escorrendo, os olhos fixos, e as pupilas dilatas, corpo gelado. Escorria um líquido de sua boca e havia evacuado.
O aquecimento de gás era dentro do banheiro, ela inspirou monóxido de carbono, que não tem cheiro, por isso mata. Foi assim um momento terrível que fizemos de tudo para reanimá-la, nosso filho quem chamou o SIATE e por telefone ele nos davam orientação, fizemos respiração boca a boca, abanamos...
Meu marido prometeu a Deus que pararia de fumar, tamanho foi o desespero. Fui até a rua debaixo de chuva para aguardar a ambulância. Quando eles chegaram fizeram os primeiros atendimentos. Já no hospital, mais ou menos dezesseis horas e nada, quando o médico me disse que sentia muito, mas não tinha mais o que fazer. Parece que eu caia em um buraco e mais nada teria valor, importância. E ao mesmo tempo eu implorava a Deus e acreditava que tudo poderia ser diferente. E foi! Uma enfermeira pediu para eu entrar e o médico me falou: "Abrace sua filha, ela está de volta". Foi o melhor e mais lindo momento da minha vida. Claro que ela vomitou a noite toda. Na madrugada os bombeiros voltaram ao hospital para levando um ursinho de pelúcia para ela. Eles me disseram que, uma pessoa quando está morrendo com esse tipo de intoxicação, têm todos os sintomas que ela teve, eles não tinham esperanças. Tanto que foram ver de perto o milagre.
No dia seguinte o médico nos disse que ela teria alguma sequela. Mas nós sabíamos que não, porque quando Deus faz, faz benfeito.
Depois de tudo isso, aprendemos valorizar um pouco mais a vida, os momentos. Aprendemos que temos que buscar, acreditar e vencer.
Nenhum de nós está livre de acidentes, catástrofes. Mas todos temos que viver felizes, hoje! A conquista de bens materiais é necessária, mas o mais importante é o PRESENTE chamado VIDA.
*Minha filha hoje com 20 anos, é linda, faz faculdade de Letras – Português/Inglês.
Eu só tenho que agradecer a Deus por mais um aniversário.