11 abril, 2011

Agradeço


Como é bom encontrar na vida, outras vidas...

               Eu só tenho a agradecer a tantas pessoas que me ajudam, sem ao menos imaginar o quanto uma palavra, um comentário, por mais simples que seja me deixa assim: fortalecida. Não de uma importância prepotente, egoísta. Não! Mas é algo que me transforma. Leva-me a crer nos sentimentos e muito mais em mim mesma.  Por conseguir expor o que sou o que penso e o que espero alcançar. Alcançar crescimento como pessoa, aprender mais de ti, de mim... E conseguir somar alegrias, dividir dores... Alegrias de ver nas palavras o lado bom nosso de cada dia e dividir as tristezas de perdas, de sentimentos...
Vamos nós, nas letras trazermos esperança, lembrança, sonhos... Trazer o melhor de um mundo particular, mas de todos nós: vidas, sorrisos, alegrias, histórias...

Quero II


Não sei o que preciso fazer para alcançar seu coração. Não sei como você me classifica, nem mesmo se tenho a mesma importância na sua vida.  Às vezes penso que isso nada significa, mas caio em contradição, sinto falta de ser e fazer parte do seu caminho, das suas decisões.
O que preciso fazer? Como posso viver sem saber se possuo um pedacinho do seu querer?



Quero caminhar de mãos dadas...
Quero andar, sem pisar só em espinhos.
Quero falar ao vento.
Quero colher minha própria tempestade.
Quero me acolher em encanto do meu canto particular.
Quero buscar a verdade sem disfarce, sem pretexto.
Quero poder rir de mim, quero sorrir de verdade.
Quero esquecer que os dias acabam.
Quero ser dona das minhas vontades.
Quero compartilhar, quero dividir...
Quero ter um alguém que faça por mim o que eu faço por ti.
Quero alcançar o seu coração.

07 abril, 2011

Egoísmo

Quisera eu te alcançar
Poder ser mais você
Ser menos eu
Sentir todo sentimento
Toda força
O certo de mim
O errado de ti
E ainda assim
Querer-te
Querer-me
Mais que menos
Alcançar a serenidade
De ser o que somos
Ser mais ternura
Ser menos causa
Ser mais coração
Assim vencer
O pior de nós:
O egoísmo
Descobrir e cobrir
Toda negação
Pois mais vale
Os meus defeitos
Os seus defeitos
Do que mentir
Para o coração

06 abril, 2011

Zuleica




               Normalmente, chego ao trabalho mais cedo, antes mesmo dos outros colegas. Porém, o Nelson que geralmente chega bem depois, já estava e parecia atento aos afazeres e de repente me chama para me mostrar uma cachorrinha que havia aparecido na oficina. 
                    Segundo o Nelson, que dizia entender de cães, era de raça. Entramos numa disputa ferrada para ver quem ficaria com a cachorra.
                        Comprei uma coxinha, coloquei água, afaguei. Ele apareceu com ração, coberta, pratinho próprio (não sei da onde ele tirou tais apetrechos).
             Continuamos na dispusta: Ele falava que a viu primeiro, portanto, era dele. Eu falava que era minha. 
                 Como a oficina era aberta, não tínhamos como mantê-la. Ele todo solicito sugeriu que eu a deixasse na Kombi dele, claro que eu teria que limpar depois.
                 Passamos o dia na maior discussão. Indo toda hora levar água fresca, ração. 
                 No final do expediente o Nelson disse que eu deveria ficar com a cachorrinha e até nos levaria para casa, desde que eu lavasse a Kombi, colocasse o combustível, pagasse a cerveja. Aceitei, afinal era de raça.
              Passaram alguns dias fui com minha mulher almoçar na casa do Nelson.
              Conversa vai, conversa vem a mulher dele me pergunta como está a Zuleica. Fiquei sem saber de quem se tratava. Já a minha mulher teve um chilique:
             – Quem é Zuleica? Você está aprontando? Quem é essa tal de Zuleicaaaa?
              Não sei!
             Foi uma situação difícil. Sabe mulher quando despenca no falatório? E já estava pronta para ir embora.
            O Nelson tentava mudar o assunto, mas a mulher dele insistia e a minha me fuzilava com os olhos. Foi quando ele não aguentou e começo a rir, dizendo que a Zuleica era a cachorrinha que, gentilmente – me deu.
        Conclusão ele fez toda aquela cena para se desfazer da cachorra que por sinal, era uma peste. Tirava roupa de varal, revirava lixo, comia sapato... Fiquei tão p. com ele que me fez lavar o carro, pagar o combustível e as cervejas e ainda por cima cuidar daquele animal insano. Na mesma hora fui para casa e trouxe a Zuleica de volta.


Mas fala sério, que amigo da onça ou da Zuleica?

05 abril, 2011

?

Tenho umas coisas estranhas... Às vezes penso que eu não sou eu.
Tenho que sair de mim para fazer o que precisa ser feito.Ser muitas em uma e fazer coisas que jamais faria se pensasse um pouco mais. Falo o que devo e mais ainda o que não devo. Normalmente abobrinhas, chuchus... São saladas de confusões. Me escondo de mim. Não gosto de magoar e acabo magoando e bem pior me magoo muito mais. Mais por não poder ser o que realmente sou. Coisas estranhas faço e escapo e o mais estranho é que pessoas que sabem do que sou capaz não entenderem o meu comportamento insano. Sim sou insana de querer bem, amar demais e desejar somente o bem. Envolvo-me num envolto de amargura. Não sei onde alcançar o meu melhor para te fazer feliz. Quem sabe deixar de ser o que sou e ser somente eu. Com todos os ais, ainda que te deixe assim uma interrogação. É isso o que realmente sou.

Vamos vencer

O olhar que fala
Sem nenhuma voz
Mas grita
Em esperança

Só mostra o querer
O sim da sua vida aqui
Em meu coração
Existente e pulsante

Na verdade maior
Saber viver...
E a maior importância
Acreditar, acreditar...

Admiro-te pelo que és
Pelo alento na afeição
Dos seus olhos para
Falar-me sem nada dizer
Que iremos vencer!

Eis me aqui

Eis me aqui
Onde posso
E posso muito
Mais do que sei
Mais do que suporto
E com todo alento
Pela coragem
Que me ergue
Pela prece que me guarda
Pela fé que tenho
Pela ajuda de muitos
Pelo amor que recebo
Pelo amor que sinto
Eis me aqui
Pronta para te abraçar
Desdobrar-me em muitos
Só para te ver bem
Meu bem...
Eu sempre estarei aqui!

01 abril, 2011

                Eu posso ir até onde posso depois não me cabe, mesmo cansada não me permito desluzir e principalmente deixar de agradecer aos muitos amigos perto, amigos longe que assumiram comigo essa esperança, essa corrente... Também não posso deixar de agradecer a Deus pela vinda de minha mãe, que assumiu minha casa, meus cachorros...
Tudo é uma questão de passo a passo, uma coisa de cada vez. Na verdade fazemos o que nos cabe, o que podemos. Depois Deus continua o que não podemos. Isso me trás um baluarte  para minhas inquietações. Claro que sofro, tenho medo e constantemente me lembro que sou um absurdo de preocupações e bem por isso me entrego nas mãos de quem tudo sabe e pode: Senhor faça o que não posso fazer.

O desespero é um companheiro não bem-vindo. Eu já mandei embora.