Vi a entrevista de nossa presidente, Dilma Rouseff, para Patrícia Poeta – Programa Fantástico. Numa das falas, ela disse que um dos acertos de seu governo é ter conseguido entregar remédios de graça para Pressão Alta e Diabetes. Talvez isso realmente aconteça em algum lugar, mas garanto que aqui em Curitiba isso é uma dissimulação, embora haja propagandas em vários estabelecimentos.
Meu marido, no final de abril deste ano, ao fazer exames de rotina descobriu que tem diabetes. Passou quatro dias na UTI. Agora, necessita aplicar insulina duas vezes ao dia, medir o nível de glicose, e, além disso, também toma medicamento para pressão alta. Como descobrimos a doença em uma ocasião de acontecimentos difíceis, levamos a crer que essa alteração de glicose elevada tenha sido por fator emocional. Temos esperança que venha normalizar. Mas, enquanto isso, são necessários todos os cuidados com alimentação e a medicação. Medicação esta que não é nada barata.
Por haver tanta propaganda em farmácias, e após ver essa entrevista, perguntamo-nos: "Onde está o erro?". Será que existe uma farmácia capaz de fazer jus a campanha que a ilustríssima presidente tem orgulho em apresentar? Se houver, por favor, nos avisem, porque de repente estamos sendo injustos com “tamanho acerto”.
Acredito que temos dever de, alguma forma, expor, para quem sabe os menos favorecidos consigam, sem humilhação ter esse direito garantido.
Quando estão acabando os remédios meu marido vai comprar (de farmácia em farmácia), e em todas elas há um cartaz de: FARMÁCIA POPULAR: “Aqui tem farmácia popular”. Bonita propaganda, geralmente fica em um lugar bem visível do estabelecimento.
No entanto, quando são ditas as palavras: "Sou diabético e hipertenso". A resposta é sempre a mesma: Ah, me desculpe, o sistema está fora do ar; ou que as medicações (do meu marido) não constam na relação, ou até mesmo, de maneira sucinta (ele) é ignorado.
Nós, graças a Deus, temos condições de comprar os remédios, embora tenhamos que abrir mão de algumas coisas, visto que não são somente as medicações, pois há a necessidade de uma dieta equilibrada e adaptada para os portadores de diabetes, que não são nada acessíveis.
De qualquer forma, acho que temos o direito de sermos respeitados como somos, independente de classes sociais.
Enfim, farmácia popular; popular para quem?
* Popular: próprio do povo; relativo ao povo; democrático.