11 maio, 2012

A arte de confiar



Eu posso ser compreensiva com muitas coisas, menos com a traição. É ai que entra a coragem de confiar...

Todos nós estamos sujeitos a errar, cair... Nem por isso trair. Quando a palavra é tão forte quanto às atitudes, fica difícil quebrar um segredo, quebrar uma aliança, uma amizade...

Faço por merecer, busco confiança em tudo e em todos.

Sou de uma coragem tamanha, sem meio termo, sem mais ou menos. Não fico em cima do muro, não vacilo no que sinto, no que quero... Erro, tropeço, mas trair é ir além de mim. 

Um dos defeitos ou (das qualidades) que sei que tenho é a confiança, até que se prove ao contrário, e quando isso acontece, esqueça meu nome, porque com certeza esquecerei o seu.

Foto divulgação internet 

Mãe


Quero uma concha grande que me caiba inteiro e que dentro dela exista o essencial. 
Que de tanto amor eu não precise sair, que o frio não me alcance, nem o medo, nem a fome... 
Que nada perturbe a nossa semelhança, que eu não seja eu sem essa casca, essa proteção e que o mesmo querer eu tenha de você.  
Que de tanto apoio sejamos apenas um, mesmo sendo dois e não haja cobrança, nem interrupção, nem hora e em qualquer hora possamos confiar que esse mundo é o melhor lugar.

Quero voltar em ti e viver assim... sem nenhuma suspensão de você, mãe.
Foto divulgação internet

10 maio, 2012



Existem momentos em que temos que persistir e muitas vezes chegar à exaustão. Por pessoas, por algo. Não por elas propriamente dito, mas por nós. Se der certo foi porque ambos tentamos. Senão, foi porque um de nós tentou sozinho. 
Lute até não aguentar mais.



Foto divulgação internet

09 maio, 2012

Sopro


Hoje eu desejo que Deus sopre alegrias em sua vida.

Não uma alegria externa, mas aquela que o coração sente, acalma... de uma sagacidade tão verdadeira que os olhos alcance mais que verdades, mais que beleza, alcance anjos. E nisso sinta segurança para crer no hoje, em você.

Corra com os pensamentos tristes, despeje água fria no medo, na angústia, lave sua alma, como quem lava trajes de criança e pendure no varal com a certeza de que nada e ninguém podem tirar de você aquilo que é seu: sua vida.  E por ser ela uma só, faça festa, enfeite, respeite, aceite... aceite o sopro de Deus.  

Faça, mereça, enriqueça seu coração. 




04 maio, 2012

Fui


Da janela tão aberta, tão crua, tão nua.
Vezes santas, vezes mantas, vezes sem fim.
Noutras sem nada ver, sem nada ter, com tamanho fenecer.
Ali posto de guarda, tipo sentinela, com sentimento de criança, sentindo sem saber definir.
Sem maldade, com igualdade querendo "se descobrir" o que se passa fora de mim.
Será igual, real?
Ora vem a graça, o sentir e ensaiar o adejo, desejo de subir.
Ora vem o sem graça de ter que escanchar a janela... 
Deixá-la partir.

A menina foi embora daqui.

Foto divulgação internet 


02 maio, 2012

...ida




Ainda bem que existem caminhos dos quais não precisamos voltar, somente seguir. Emergir a força de não querer passar na mesma estrada. Não por medo, mas por coragem. Uma coragem de uma nova bagagem de quem conseguiu carregar a trouxa e aprendeu onde pôr os pés. 
Existem coisas que não necessitamos reviver, não existem porquês. Sim, se você sabe quais são os panoramas e dos dramas, por que voltar? 

Ida


A ida que já fui
fugido.
Ida da volta, dei,
Com mel adocei.
Intriguei, voltei, 
ousei, amei, errei.
Ida, finda o dia.
Lamentei.
Ida sem volta.
Sem ti.
Ida, daí o dia.
Despedida.


Foto: divulgação internet



26 abril, 2012

Trajetórias

 

É na carreira que se diz o que se é.

É na caminhada que se leva a bagagem, as traias.

É na estrada que se aprende crescer e escrever histórias. 

São os golpes que moldam nosso caráter, uns aprendem a se sobressair dos atoleiros, outros se afundam como minhocas, misturando-se a própria lama.

            É na carreira dos caminhos, não na carreira da pressa ou da graduação. Porque nenhuma, nem a outra diferem a presença do bem maior que possa existir em cada um. 

         Na caminhada deixamos nossa significante afeição com o que realmente vale. E o que vale? 

        Uma valência é o recanto do descanso, descanso por inteiro, sem mancha, sem mágoa, sem o peso triste de viver por viver.

Chegar lá na frente com a certeza que a trilha foi transformada pela beleza própria, não por artifícios do vazio de quem ficou a espera do bonde. Um bonde que não faz parada, simplesmente segue a procura de quem sabe que existe um ponto final, mas enquanto não trilha esse curso, não se chega a lugar algum, muito menos se faz grande.

A grandeza do percurso está em colher de cada situação o aprendizado e que nem tudo depende exclusivamente de nós, mas que caminho escolhemos traçar e, mais ainda, com que caminhamos.

Façamos nossas escolhas.

Foto: divulgação internet

24 abril, 2012

Apenas estrelas...


Independente do dia, com ou sem sol,  sempre espero as estrelas.

            Ultimamente ando bem sem arranco: me falta entusiasmo, noção de ânimo. Vou me arrastando, encostando-me aos pilares, como se disso dependesse meus dias.  Na verdade, pouca coisa me põe para cima, a não ser esperar a noite chegar e com ela as estrelas. 
              É uma força fina, corajosa por acreditar que até elas se esbarram, ou se seguram para não despencarem. Até elas estão amarradas umas nas outras como se sustentassem um Universo pequeno (como se fosse possível ser pequeno, muito pequeno), e o olho pudesse alcançar todas elas, chamando-as pelos nomes,  pela grandeza de cada uma.

                 A noite me faz companhia, as estrelas me inspiram e me imagino segura e atrevida, sem medo, sem destino, sem saber as perguntas e as respostas da vida. Entretanto, nem quero! Já passei dessa fase de perguntar, responder. Talvez seja realmente o cansaço, a fadiga que me deixa sem ação, sem noção.

            Tenho deixando as reticências fazerem o contexto por todos e de todos, principalmente, os meus. Ando maçada de ter que explicar o porquê sorrio,  choro... Por quê? 
               Prefiro esconder meu real estado, ou esperar as estrelas, porque sei que pela manhã elas não aparecem, mas que existem e esperam somente a hora de serem estrelas, apenas estrelas.
                Eu queria ser uma estrela!